segunda-feira, 23 de abril de 2012

Media, Modos e Aprendizagem – Resumo 2.


Não basta utilizar multimédia na aprendizagem online ou face-a-face, para se conseguir obter bons resultados, mas os resultados de qualidade verificam-se se forem respeitados alguns princípios: princípio de multimédia; de continuidade espacial; da continuidade temporal; da coerência; da modalidade; da redundância; das diferenças individuais.

As diferentes tecnologias, conforme as características que possuem, provocam respostas de aprendizagem diferentes.

O ensino online e a aprendizagem por media podem proporcionar o contacto com os professores, colegas e o conteúdo de aprendizagem, promovendo a redução da distância pedagógica (Chen e Willits, 1998), mas apesar de terem estas características em comum existem diversas diferenças «entre media e modos de interação no ensino e aprendizagem à distância» (Fahy, 2008, p. 6), nomeadamente em relação às seguintes ferramentas: texto, gráficos, vídeo, videoconferência, áudio, PDAs e Internet.

Em relação ao texto, como características positivas são de salientar: os custos de impressão são os mais reduzidos; flexibilidade e robustez; portabilidade e facilidade de produção; estabilidade; conveniência, familiaridade e economia. Algumas das características negativas são: a impressão é estática levando à redução da participação do aluno; a impressão do texto pode originar uma aprendizagem mecânica e falta de participação ativa; a revisão dos materiais impressos é mais cara é mais lenta do que as que são feitas em bases de dados; a impressão pode ser considerada inferior ou insuficiente quando comparada com outros medias de instrução (Pittman, 1987).

No que se refere aos gráficos alguns dos pontos fortes a referir são: permitem que os utilizadores se sintam mais motivados; os gráficos não animados «combinam com o elevado conteúdo de informação (…) com baixa produção e distribuição de custos» (Fahy, 2008, p. 9); certos formatos como JPEG são de alta qualidade podendo ser distribuídos com rapidez e facilidade.

Os vídeos têm sido alvo de debates quanto à eficiência e desvantagens na sua utilização no que se refere à aprendizagem e, se para uns, o vídeo pode «resultar numa aprendizagem mais eficiente» (Szabo, 1998, p. 30), para outros «as vantagens de simulações animadas são menos óbvias» (Rieber & Boyce, em Szabo, 1998, p. 30).

Em relação à videoconferência as vantagens (sentimentos de aproximação e envolvimento por parte dos intervenientes; o facto de proporcionar uma aprendizagem de qualidade reduzindo a distância e promover a interatividade, assim como permitir contacto em tempo real evitando-se gastos de tempo com dinheiro e viagens), podem ser estratégias funcionais apropriadas.

A utilização de áudio no ensino apresenta alguns problemas em relação ao armazenamento e à largura da banda, assim como nos aspetos pedagógicos mas, em contrapartida, no que se refere ao ensino online apresenta muitas vantagens referidas por Mayer (2011) como princípios de multimédia.

Através do áudio síncrono assiste-se ao desenvolvimento de relações sociais (Picard, 1999), mas para obter melhores resultados convém combinar várias tecnologias, como por exemplo: áudio, vídeo e dados, em especial o texto.

Apesar de os PDAs serem pequenos podem suportar vídeos de dimensão de filme. Têm como vantagens o seu tamanho, serem sem fios e bons recetores de Internet. Um exemplo de um ponto fraco é o facto de serem menos hábeis que os smartphones.

A aprendizagem por Internet apresenta vantagens e suscita desafios a serem ultrapassados por educadores e professores.

Algumas grandes vantagens são: o facto de esta permitir ligar intervenientes em qualquer parte do mundo dando acesso rápido a informação (Haughey e Anderson, 1998); permite ser utilizada e modificada por professores com o propósito de se adaptar os conteúdos às necessidades de aprendizagem de cada estudante.

São de referir os seguintes ponto fracos: a falta de estrutura da web e a navegação de utilizadores inexperientes pode levar à perda de tempo com assuntos sem interesse; em especial em “Web 1.0” (Borland, 2007), «os materiais existentes na Internet podem diminuir a interatividade, providenciando meramente apresentação unilateral de informação»; a confiança e segurança na Internet podem não ser fiáveis; a falta de literacia e destreza na sua utilização pode originar má utilização.

Com a Web 2.0 e 3.0 espera-se ultrapassar as fraquezas da Web 1.0.

A Web 2.0 (web de escrita) permite aos utilizadores criar e fazer circular os seus materiais (Borland, 2007), através da utilização de Wikis, blogs e podcasts.

A Web 3.0 (semântica) tem «acesso de banda larga móvel de grande alcance para serviços Web (…) as máquinas estarão aptas a ler páginas Web» (Fahy, 2008, p.17), assemelhando-se a uma grande base de dados (Metz, 2007, p.76).

O desenvolvimento rápido das ferramentas tecnológicas torna necessário um acompanhamento das transformações por parte dos utilizadores, sendo que para haver entendimento e boa utilização, nomeadamente na aprendizagem será necessário respeitar certos princípios.

Decerto, o futuro da tecnologia e da sua utilização na aprendizagem nos trará amplas aplicações e capacidades, dando acesso a cada vez mais pessoas e permitindo a satisfação das suas necessidades.

Cabe aos utilizadores e portadores de algum conhecimento, tomar também para si a responsabilidade da divulgação e/ou do empenho na acessibilidade àqueles que ainda não a têm.


Bibliografia

Fahy, P. (2008)  - As Características dos Meios de Aprendizagem Interactiva Online. Disponível em http://www.moodle.univ-ab.pt/moodle/mod/resource/view.php?id=2213381


Resumo 2: Media, Modos e Aprendizagem


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